Alertas de Mercado: Boi Gordo, Mandioca, Milho, Ovos, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Boi Gordo, Mandioca, Milho, Ovos, Soja e Trigo

21 de junho de 2022 0 Por Walison.t.l

Boi Gordo

 

Com poucas indústrias abrindo ofertas de compra nesta manhã (13/6), poucos negócios foram reportados e os preços se mantiveram estáveis.

 

Norte de Tocantins

 

Na região, com escalas de abate encurtando os compradores abriram a semana ofertando R$2,00/@ a mais para o boi, vaca e novilha gordos em relação à sexta-feira (10/6).

 

Mercado atacadista de carne bovina com osso

 

Os recentes incrementos na cotação do boi gordo e o abastecimento do varejo para o feriado resultaram em preços firmes para a carcaça casada.

 

Na comparação feita semana a semana, a carcaça casada de bovinos castrados teve alta de 4,7% e a de bovinos inteiros de 2,8%

 

Mandioca

 

A disponibilidade de lavouras de raízes com mais de 12 meses segue baixa em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Além disso, as recentes chuvas limitaram o avanço da colheita, e parte dos agricultores passou a priorizar o planejamento de um novo plantio. Quanto aos preços, continuaram em alta, com a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia a R$ 840,29 (R$ 1,4614 por grama de amido) na semana passada, avanço de 0,9% em relação ao período anterior.

 

Milho

 

O movimento de queda diária consecutiva nas cotações do milho, que vinha sendo verificado desde meados de maio, foi interrompido nos últimos dias, de acordo com dados do Cepea. Esse cenário está atrelado às altas dos preços nos portos brasileiros na semana passada, que, por sua vez, foram impulsionados pela demanda mais aquecida e pelas valorizações externa e do dólar. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 0,41% de 3 a 10 de junho, fechando a R$ 85,42/saca de 60 kg na sexta-feira, 10. Compradores se mantiveram afastados na maior parte da semana, limitando as altas nos preços.

 

Ovos

 

Depois de quase um mês praticamente estáveis, os preços dos ovos registraram leve aumento, refletindo a maior demanda interna neste início de junho, conforme apontam dados do Cepea. O recebimento dos salários e vales por parte da população na primeira semana do mês elevou a procura, a liquidez e as cotações da proteína. No entanto, as valorizações foram limitadas, visto que agentes temem que altas mais intensas possam não ser absorvidas na ponta final, devido ao baixo poder de compra dos consumidores.

 

Soja

 

As valorizações externa e do dólar elevaram os preços da soja no Brasil e aumentaram a liquidez doméstica, segundo informações do Cepea. A expectativa de maior consumo interno também influenciou o avanço nos preços. De 3 a 10 de junho, os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paraná e ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) subiram 4,26% e 4,24%, com respectivos fechamentos de R$ 194,93/sc e de R$ 200,25/sc de 60 kg na sexta-feira. No cenário externo, a firme demanda externa, sobretudo da China, pela soja dos Estados Unidos e o clima quente e seco no Meio-Oeste norte-americano impulsionaram os preços da oleaginosa na semana passada. Entre 3 e 10 de junho, o dólar se valorizou 4,12% frente ao Real, a R$ 4,981 na sexta.

 

Trigo

 

As cotações do trigo seguem em alta no mercado internacional e no Brasil, ainda influenciadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia e pela não realização de acordo entre esses países para a exportação de grãos pelo Mar Negro. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta nos valores externos foi reforçado por dados divulgados pelo USDA, apontando menor oferta mundial na safra 2022/23. Na Argentina, maior fornecedora de trigo do Brasil, a Bolsa de Cereales indicou nova redução na área semeada com o cereal. Quanto ao Brasil, apesar de estimativas apontarem safra recorde nacional neste ano, os preços seguiram em alta, acompanhando as valorizações externa e do dólar e também devido à baixa disponibilidade atual.

 

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)