Pesquisadores desenvolvem embalagens biodegradáveis ​​para exportação de manga

3 de novembro de 2020 0 Por Walison.t.l

Entre as soluções técnicas produzidas pelo projeto GestFrut coordenado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) está uma embalagem biodegradável para exportação de manga. A nova embalagem é especialmente desenhada para mangas minimamente processadas (processamento mínimo: descascamento e retirada do caroço), utilizando matérias-primas nacionais, tornando-as mais sustentáveis ​​e agregando valor. Foi desenvolvido no parque integrado de manufatura e tecnologia do Centro Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-Cimatec), um dos parceiros da Embrapa GestFrut. O autor busca parceiros na área de produção para concluir o desenvolvimento e trazer a solução ao mercado.

O produto é composto por nanocristais de celulose, mais resistentes à embalagem. Os pesquisadores usaram uma mistura de dois polímeros, chamados de misturas de polímeros. A substância é totalmente biodegradável e utiliza amido de tapioca e fibra de coco em sua formulação, geralmente um produto brasileiro.

Segundo Bruna Machado, pesquisadora do Senai, líder do projeto, a embalagem é diferente na composição. “Usamos nanocristais de celulose de fibra de coco chamados resíduos. A taxa de aproveitamento dessa fibra é bem menor do que sua capacidade real. Além disso, é uma matéria-prima rica e barata encontrada no Nordeste. Ele ressaltou que ainda temos Utilizando a mandioca como fonte, esta mandioca também é facilmente encontrada e barata, o que confere ao produto suas características regionais.

Os pesquisadores afirmam que o processo de desenvolvimento das embalagens também considerou outras questões que norteiam o mercado atual, como a demanda do consumidor por alimentos práticos e saudáveis ​​e a otimização dos produtos de exportação. “A Bahia é o principal produtor de manga nos municípios de Dom Basílio e Nossa Senhora, principalmente no Vale do São Francisco e no sudoeste do estado. Os cientistas relatam que as frutas menos processadas são atrativas para exportação.

Ela disse que esses recipientes estavam cheios de manga, quando saíam, a casca e o caroço eram retirados e a fruta cortada, que podia ser comida imediatamente. “Então por que não fazer no Brasil e já estão prontos para exportar? Por que não usar embalagens biodegradáveis? Machado lembrou que queríamos resolver alguns problemas. Ela destacou que a tecnologia atende às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para produtos biodegradáveis, que exigem a decomposição dos resíduos orgânicos em seis meses.

O objetivo é estender essa solução a outros resultados. Ele acrescentou: “Por se tratar de um projeto inovador, fizemos alguns ajustes no roteiro técnico originalmente planejado e recebemos apoio básico da Escola de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) para desenvolver um processo de extrusão menor. Embalagem.”. Hoje, a equipe encontrou protótipos funcionais e em escala industrial, mas é preciso expandir a escalabilidade e fazer melhorias na formulação para entrar no mercado.

Para o coordenador da GestFrut e pesquisador da Embrapa Domingo Haroldo Reinhardt, a embalagem é um ativo técnico interessante. “É biodegradável, utiliza resíduos e proporciona praticidade pela praticidade de comer frutas prontas, reduzindo o desperdício. Atende à demanda atual por produtos ecologicamente corretos. Ele enfatizou que com essas vantagens tem uma boa perspectiva de sobrevivência econômica e pode atrair Parceiros do setor privado completam o processo de inovação.

 

O projeto GestFrut, financiado pela Fundação Nacional de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), nasceu em 2014 porque a área de produção solicitou o fortalecimento da produção de frutas na Bahia. Nos últimos seis anos, além das tecnologias que vêm sendo utilizadas na cadeia produtiva, existem outras em fase posterior de pesquisa e planejamento que podem subsidiar políticas públicas municipais e estaduais.

“Diante da atuação da Bahia na fruticultura e das respostas aos nossos financiamentos de projetos de pesquisa e finalização técnica para o desenvolvimento de soluções, a Embrapa fez um pronunciamento firme sobre a produção de frutas para solucionar os principais problemas do setor. Coordenação de Desenvolvimento da Fapesb Disse a gerente Talita Assis (Talita Assis).

Segunda maior produtora de frutas do Brasil, a Bahia tem grande potencial de expansão da cadeia produtiva, mas enfrenta dificuldades técnicas relacionadas ao aumento da produção física das lavouras (manejo de insetos-praga, variedades e materiais de plantio, manejo da água) e proteção pós-colheita. Etc.) – ao invés de tecnologia, refere-se à gestão e planejamento da produção, custos, assistência técnica e transferência de tecnologia.

Outra instituição de ensino superior que participa da rede é o Recôncavoda Bahia Universidade Federal (UFRB), em Cruz das Almas. O professor Carlos Alfredo López de Carvalho acredita que muitos dos resultados deste trabalho ainda serão colhidos no futuro. Ele declarou: “Com certeza saberemos sobre novas frutas que estão direta ou indiretamente ligadas à GestFrut, a fim de cultivar a rede estabelecida e fortalecer nossa fruticultura”.

 

Fonte:

Embrapa