Pesquisadores alertam sobre riscos de chuvas no sudeste

Pesquisadores alertam sobre riscos de chuvas no sudeste

4 de novembro de 2020 0 Por Walison.t.l

Chegou o período das chuvas no sudeste, e com ela o perigo de deslizamentos, que podem causar graves acidentes e mortes, principalmente no Rio.

Francisco Durado, professor e pesquisador do Departamento de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, disse que as chuvas se tornaram mais frequentes a partir de setembro, mas as chuvas estão aumentando e a perturbação do solo nas áreas próximas é ainda maior. No final do verão, a água vai se acumulando durante todo o período. A possibilidade de deslizamentos de terra aumentou. O único período em que quase não existe esse risco é entre maio e agosto, que é considerado relativamente seco.

Para os professores, a redução de desastres e riscos costuma ser um ciclo. Ele começa com a preparação e prevenção, em seguida, age em um possível desastre e, em seguida, a fase de recuperação. Após o término da recuperação, você deve retornar à fase de prevenção. Segundo ele, o problema é que, historicamente, no Brasil, as pessoas costumam chamar a atenção durante e após os desastres.

Há pouco trabalho na parte de prevenção. Ele disse que depois do ocorrido, investimos muito dinheiro em nossos postos, mas muito pouco dinheiro em prevenção. Porém, após a tragédia de 2011 no Rio Heights, os governos federal, estadual e municipal voltaram-se para o tema da prevenção, mas não atingiu o nível desejado.

Pouco investimento

Embora as medidas de prevenção de desastres tenham melhorado, ainda não atingiram o nível adequado. ? Em comparação com alguns anos atrás, estamos melhores, mas ainda longe de atingir o nível que deveríamos ter. Há pouco investimento no mapeamento de áreas de risco e áreas de suscetibilidade. Esses mapas têm funções diferentes. O mapa de risco mostra onde você tem o maior risco de perda, por isso é mais direto. O índice de sensibilidade indica as áreas em que estamos trabalhando mais sujeitas a movimento de massa, inundação ou qualquer processo, por isso é mais usado para planejamento. Ele prometeu que ainda tenho que trabalhar muito para chegar ao nível mínimo aceitável.

? Às vezes, acordamos é um grande acontecimento. Ele disse que as pessoas estão entusiasmadas com a morte, mas o primeiro momento já passou e a vida passou. Não há necessidade de se preparar para os próximos anos?

O professor acredita que falta ao Brasil a cultura de prevenção de riscos que existe em outros países (como Japão e alguns países europeus). ? Plante no verão e coma no inverno. Aqui a gente tem um lugar amplo, sempre temos comida, sempre temos água, mas não preparamos comida. Ele garantiu que este é um exemplo de reverberação para outras áreas e, em última análise, levando à redução do risco de desastres.

Ocupação desordenada

Francisco Dourado também destacou que a construção irregular é parte do problema. Para os pesquisadores, movimento de massa é um termo geral para deslizamentos, enchentes e ocupação desordenada, pois a primeira mudança ocorrida no local foi a instabilidade da canalização das águas, o que acabou gerando concentração e retenção de água.

Além de desenhar mapas para identificar áreas mais ou menos suscetíveis, o professor engajado na modelagem matemática também disse que a entrada de fatores humanos não é controlada por nenhum modelo.

Áreas complicadas

Para ele, todas as áreas na serra são complexas, o que torna o Rio de Janeiro ainda mais preocupante. No entanto, existem muitas áreas sensíveis em áreas metropolitanas e áreas do interior.

Tomemos a capital como exemplo: com o aumento da densidade populacional e a aglomeração de mais pessoas, elas finalmente passaram a ter prioridade, mas o pessoal interno aumentou o número de expatriados em busca de melhores condições financeiras ou em busca de segurança.

? Este problema também existe. As ocupações informais nas áreas rurais estão aumentando. Ele disse que, ao mesmo tempo, isso obviamente trouxe questões de segurança pública e questões de segurança geológica relacionadas a movimentos de massa e movimentos de inundações.

Alerta

A Secretaria Nacional de Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sedec-RJ) mantém serviço de alerta de desastres naturais por meio de envio de SMS. O cadastro é gratuito, para o recebimento de mensagens, os interessados ​​precisam apenas enviar o código postal (CEP) de sua área para o número 40199. Se precisar de mais informações, verifique o site.

Cuidados

A Secretaria sugere que caso ocorra um deslizamento de terra, caso a pessoa precise sair de casa, desligue o gás e os disjuntores elétricos. Você também deve avaliar se a casa tem rachaduras, se as portas abrem e fecham tão facilmente como antes, se há tampas nas paredes ou se há rachaduras no solo e se há erosão hídrica no sopé da encosta. ? Se perceber essas alterações, entre em contato com a Secretaria Municipal de Defesa Civil (Tel: 199) para informar as alterações confirmadas e seguir as orientações.

A Secretaria informou ainda que é necessário retirar os sacos de lixo das ruas em caso de chuva forte, que ainda aguardam a coleta da empresa de limpeza municipal. Se você mora em uma área sujeita a deslizamentos e inundações, deve verificar se existe uma rota de fuga para um local seguro e ficar atento aos alarmes e sirenes emitidos por SMS. Outra sugestão é preparar uma caixa de ferramentas com documentos, medicamentos prescritos, material básico de higiene e limpeza e troca de roupa caso tenha que sair de casa.

Manter a calma

Outra política de defesa civil é não voltar para casa com pressa e ficar em um lugar seguro. ? Quando chove muito, as pessoas correm para casa e acabam ignorando os riscos que enfrentarão no caminho. Nosso conselho é que as pessoas não se preocupem. Ele disse que se eles estão em um lugar seguro, por favor, fiquem até a chuva e suas consequências estarem sob controle.

Em caso de inundação, é recomendável procurar um local seguro e plano no alto do solo. ? As pessoas não devem andar em locais alagados, pois além de possíveis infecções, existe o risco de choque elétrico, que pode cair a olho nu ou na boca de visita. Ele ressaltou que se estiver dirigindo, verifique se a água ultrapassa 1/4 do pneu, pois acima dessa altura, o carro pode perder o manuseio e ser movido pela correnteza, o que é um risco alto.

Se houver vento forte, é melhor escondê-lo em uma estrutura forte, como casas e locais comerciais. No caso de falha de energia, todos os equipamentos elétricos possíveis devem ser desligados. Ele concluiu: “Escolha uma lanterna em vez de uma vela, mas se não puder substituí-la, coloque a vela em um suporte de água e assopre antes de ir para a cama.”

Fonte:

Agência Brasil