O mapeamento de solos facilita e incentiva a atuação dos produtores rurais

O mapeamento de solos facilita e incentiva a atuação dos produtores rurais

4 de dezembro de 2020 0 Por Walison.t.l

O solo é um recurso indispensável para a sobrevivência biológica, pois ajuda no crescimento das plantas e na regulação do fluxo de água Um conhecimento completo do solo é essencial para a produtividade de qualquer cultura, pois vem com todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta quinta-feira (3º dia) levantamento de todos os tipos de solo coletados na plataforma do PronaSolos, o que vai estimular muito os produtores rurais.

José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos e coordenador geral do PronaSolos, lembrou que mesmo com levantamentos de imagens de satélite, o produtor rural vai entender todos os solos de sua propriedade, o que é fundamental para a exploração do solo. A terra é cultivada de forma sustentável sem degradar a qualidade do solo, garantindo assim o seu património e o legado das gerações futuras.

Os agricultores poderão planejar as lavouras a serem plantadas, como arroz, soja, milho, banana e algodão. O mapa também indicará se o solo é adequado para um determinado tipo de cultura. Para os produtores, isso é um ganho. A maior riqueza do agricultor é sua terra, e o conhecimento do solo é vital para seu plano agrícola.

Polidoro destacou ainda que o conhecimento aprofundado do solo permitirá que a agricultura brasileira ganhe maior competitividade e contribua para o desenvolvimento do país. O levantamento e o mapeamento também apoiarão a formulação de políticas públicas de conservação do solo e da água, proteção do ecossistema, uso sustentável dos recursos naturais e segurança alimentar.

Polidoro destacou ainda que o conhecimento aprofundado do solo permitirá que a agricultura brasileira ganhe maior competitividade e contribua para o desenvolvimento do país. O levantamento e o mapeamento também apoiarão a formulação de políticas públicas de conservação do solo e da água, proteção do ecossistema, uso sustentável dos recursos naturais e segurança alimentar.

“A escala do nosso conhecimento do solo está desatualizada. Precisamos de informações mais detalhadas para tomarmos melhores decisões sobre uso, manejo e proteção. Com o conhecimento do solo, é possível definir o solo mais adequado para a agricultura”, acrescentou Polidoro.

Os agricultores poderão tomar melhores decisões, pois normalmente um pedaço de terra tem solos muito diferentes, alguns são mais profundos, alguns são rasos, arenosos ou argilosos e drenam mais facilmente, enquanto outros permanecem úmidos por muito tempo. período.

“Quando um agricultor sabe com antecedência o que plantar, onde plantar, quando e como plantar, ele está muito próximo de uma produção sustentável. O conhecimento dos recursos do solo e seu manejo adequado são essenciais para o desenvolvimento sustentável.

Para os pesquisadores, conhecer o solo trará muitos benefícios aos produtores. Por exemplo, ele mencionou a condição de propriedade rural tradicional, onde existem áreas baixas, encostas e topos de morro. “Em cada ambiente, a profundidade, a fertilidade e a capacidade de armazenamento de água do solo são diferentes. Após determinar a particularidade de cada ambiente, o produtor pode escolher as melhores safras e épocas de semeadura da melhor forma. Use seu próprio imóvel “.

 

Plantio direto

 

No sistema de plantio direto, o processo utilizado pelos agricultores no plantio das sementes não gira totalmente em torno da terra, para não degradar o solo ou atingir o nível do lençol freático. A palha é utilizada para manter a umidade do solo, reter nutrientes e atrair a presença de vermes, o que ajuda a aumentar a fertilidade.

O sistema de plantio direto está relacionado à agricultura de conservação para promover a conservação do solo e da água, melhorar a eficiência dos fertilizantes, aumentar o conteúdo de matéria orgânica no solo, melhorar a relação benefício / custo, reduzir o uso de pesticidas que consomem energia fóssil, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e ajudar a melhorar o solo Resiliência.

O pesquisador Silvio Bhering explica: “A base desse sistema é que a cobertura morta permanente e a rotação de culturas não vão causar a reviravolta do solo. O plantio direto parte da premissa de que a matéria orgânica se mistura ao solo, para que o solo seja aumentado. A possibilidade de maior teor de água “.

Essa tecnologia é considerada a primeira revolução nas práticas agrícolas brasileiras, além de reduzir o uso de máquinas e tratores, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Hoje, o plantio direto é uma das principais tecnologias que compõem o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

 

Cerrado

 

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, cobrindo uma área de mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, representando cerca de 22% do território nacional. O Cerrado está localizado em 11 estados e distritos federais do Brasil. Sem falar nos enclaves do Amapá, Roraima e Amazônia.

O Cerrado é considerado o berço das águas e é um dos biomas mais ricos e antigos do planeta, com mais de 12.000 espécies de plantas catalogadas e mais de 2.500 espécies de animais, entre pássaros, mamíferos e rastejantes. Animais, anfíbios e peixes. No Brasil, esta é a nascente da maior bacia hidrológica do país.

O conhecimento dos recursos, distribuição e características do solo permite que as pessoas utilizem variedades mais adaptáveis, sistemas de produção que se adaptem a estas condições edafo-climáticas, rotação de culturas, sistemas de plantio direto e mais recentemente integração da Lavagem, pecuária e silvicultura. O pesquisador Silvio Bhering enfatizou: “Conhecimento e tecnologia fazem do Cerrado uma potência agrícola”.

Plataforma tecnológica

 

Na quarta-feira (3), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou a plataforma digital do Programa Nacional Brasileiro (PronaSolos), que coleta informações em solo brasileiro. Pesquisadores, agricultores e a população em geral podem acessar esses dados gratuitamente.

A plataforma permite que mapas de diferentes instituições sejam carregados em uma mesma imagem, como o Mapa de Inteligência Agrícola do Matpiba, que é uma importante fronteira agrícola, abrangendo as regiões do Cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, além dos mapas hidrogeológicos da região. Uma indicação das áreas mais afetadas pela irrigação. O conhecimento dos recursos do solo e seu manejo adequado são essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.

A plataforma faz parte do Programa Nacional de Pesquisa e Interpretação de Solos (PronaSolos), que pretende traçar uma escala de 8,2 milhões de quilômetros quadrados até 2048, como 1: 100.000. Isso significa que cada centímetro do mapa representa um quilômetro da área real. Atualmente, 5% dos países possuem essas informações detalhadas.