App simplifica o controle de doenças da cultura do milho

3 de novembro de 2020 0 Por Walison.t.l

A ferramenta MonitoraMilho ajuda a identificar com mais eficácia a ocorrência de plantas voluntárias e cigarrinhas do milho e fornece informações que podem ajudar a subsidiar esforços de pesquisa para estabelecer medidas de manejo adequadas

 

Em outubro, a Adapar (Agência Paranaense de Defesa Agropecuária) disponibilizou o aplicativo para monitoramento de doenças da cultura do milho. A ferramenta MonitoraMilho ajuda a identificar com mais eficácia a ocorrência de plantas voluntárias e cigarrinhas do milho e fornece informações que podem ajudar a subsidiar esforços de pesquisa para estabelecer medidas de manejo adequadas.

Por meio do aplicativo, profissionais de assistência técnica e defesa agrícola podem nortear suas ações. O Gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood, afirmou: “Com base nessas informações, os fiscais de defesa agrícola irão aos locais designados para registros oficiais, além de coletar amostras para verificação e distribuição no Paraná”.

O milho é o principal produto utilizado na alimentação animal, com destaque para a cadeia produtiva de carnes (suínos, aves e bovinos), leite e agricultura familiar. Além disso, também ajuda a fortalecer a balança comercial do país. Segundo dados do Ministério da Economia Rural, o Paraná é o segundo maior produtor de milho do Brasil, com uma produção de aproximadamente 15 milhões de toneladas, respondendo por 21% da produção nacional. As questões fitossanitárias afetam seriamente a produtividade das lavouras e podem ter um grande impacto na cadeia produtiva.

Doenças-doenças na cultura do milho podem prejudicar a produção e bons resultados para a produtividade. Entre eles está o cheiro de milho, causado pela bactéria Molicutes, que infecta as plantas de forma sistêmica e pode causar grandes prejuízos. O patógeno é transmitido pela cigarrinha do milho Dalbulus maidis.

A assistência técnica vem tomando medidas para controlar o vetor da doença ao longo da safra, mas a praga tem se tornado cada vez mais importante e tem sobrevivido de uma safra a outra nas mudas voluntárias de milho que permanecem na área de produção. Isso preocupa a defesa, a pesquisa e os produtores agrícolas. Uma das principais medidas para solucionar esse problema é eliminar o milho plantado voluntariamente. “Portanto, precisamos entender a distribuição da praga no estado, as medidas que estão sendo tomadas e sua eficácia nos materiais cultivados, bem como sua tolerância e comportamento no campo”, disse Young Blood.

 

Fonte:

Agência de Notícias do Paraná