A evolução do trigo no Rio Grande do Sul traz segurança e mobilidade

3 de novembro de 2020 0 Por Walison.t.l

Melhorar a qualidade dos produtos produzidos no Rio Grande do Sul reduz a importação e beneficia a cadeia terciária de todo o estado

 

Há dez anos, o mercado de trigo do Rio Grande do Sul funcionava de forma diferente. O estado não aproveita ao máximo a qualidade dos produtos produzidos no estado, o que significa exportação, principalmente importação da Argentina. Hoje a situação é diferente, porque a qualidade do trigo produzido no Rio Grande do Sul mudou a dinâmica do mercado, hoje o trigo entregue na fábrica evoluiu muito. Além de melhores materiais, esse avanço também ajudará a aumentar os preços, viabilizar o trigo nacional e ganhar melhor espaço salarial para a cadeia brasileira, principalmente por conta da alta do dólar, que faz com que o trigo importado seja abastecido O mercado interno fica caro.

A Moinho Vacaria, localizada no Rio Grande do Sul, atua na moagem de farinha há mais de 50 anos. Marta Accorsi é a controladora do Moinho e ele lembra do passado do mercado. “Voltando lá, o trigo do Rio Grande do Sul não tem as características de atender o mercado de panificação, ou seja, não consegue atender às necessidades da indústria. Precisamos do trigo argentino para moer. Só estava aqui há 10 ou 12 anos. São trigos de boa qualidade. ”, Lembra. Ronei Olson, diretor comercial da Moinho Viviana de Camaquã / RS concorda que muita coisa mudou a partir de agora.Dependemos muito do trigo importado porque a segmentação da padaria é muito frágil e exigente. Nos últimos anos, a evolução do trigo no Rio Grande do Sul tem sido marcante, superando inclusive as matérias-primas estrangeiras. Ronei disse que talvez a qualidade dos cereais argentinos fosse melhor antes, mas hoje não vejo mais assim.

 

Novo impulso de comercialização
Certas características são essenciais para considerar os produtos adequados para diferentes fins. Na fábrica, a força do glúten (W), a estabilidade (Est) e a cor mais clara (L *) são alguns dos principais pontos da farinha necessária para a produção de um pão de qualidade. Para Marta, o trigo gaúcho de hoje é de excelente qualidade.“Nos últimos anos, com o avanço da genética, o que eles têm feito é realmente incrível. Essa característica de qualidade começou a mudar há 10 anos, 12 anos atrás. Nos últimos 4 ou 5 anos, mais ainda Expressividade.Há uma nova variedade a cada ano, relata. Marta explicou que essa evolução se reflete no número de Moinho Vacaria. Ele disse: “Há dez anos, 80% da produção vinha da importação de trigo. Nesta safra, o local de origem é quase alterado. “
Além da fábrica, o trigo produzido no Rio Grande do Sul abre hoje novas oportunidades de negócios e melhora a motivação para a comercialização. Uma das dificuldades é a incerteza da qualidade, ou seja, se a qualidade prometida no momento da venda é a mesma. Alessandro Braucks, da Tenente Portela / RS, trabalha com Trigo há 20 anos.Ele é fazendeiro e fazendeiro de grãos e entende o impacto da evolução do marketing. “Antes, os forros que usávamos tinham alta produtividade, mas a qualidade industrial sempre foi desconhecida.Ele comentou: “Vocês pretendem vender trigo e são sempre muito sensíveis à qualidade industrial.” Segundo ele, esse material passou a ter maior qualidade industrial, indicadores estáveis ​​e maior tolerância às mudanças climáticas, principalmente Maior tolerância ao trigo. A resistência à germinação antes da colheita é um tema sensível no cultivo do trigo no sul do Brasil: “Além da força e estabilidade do glúten, nosso trigo geralmente pode trazer maior segurança aos produtores”, disse.
“Temos recebido um feedback muito positivo. Devido à qualidade dos lotes de trigo produzidos no estado, há cada vez menos demanda por trigo importado. Essa situação mudou, pois a qualidade está cada vez mais atenta à comercialização. Ele concluiu dizendo: “Atende às necessidades das fábricas e dos consumidores, mas também atende às necessidades agronômicas dos agricultores. “
Fonte:

Biotrigo